terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Uma resenha meio leiga sobre o filme "A Chegada" #AquecimentoOscar2017


Cuidado que esse post pode conter alguns spoilers!

Dois filmes concorrendo a Melhor Filme no Oscar 2017 já foram, "La La Land" e "Até o Último Homem". Faltam 7 filmes para eu colocar resenha aqui no blog antes da maior premiação do cinema no próximo dia 26. E neste post vou falar sobre o filme "A Chegada":

Um filme sobre alienígenas é fácil fazer e acaba sendo bem popular, mas quero ver fazer um filme com uma produção e efeitos muito bons e que foca no diálogo, a princípio incompreensível, mas que te prende no longa do começo ao fim e você nem vê as duas horas passarem. Isso se resume no indicado ao Oscar: "A Chegada".


A estrela do filme é a Amy Adams, que vive a personagem Louise Banks, uma doutora em linguística que é chamada para traduzir e se comunicar com uma raça extraterrestre que invade (vulgo visita) o planeta com suas naves que parecem pedras gigantes e ovais em alguns cantos do globo. Com a ajuda de Ian Donnelly (Jeremy Renner), ela grava diariamente sua tentativa em entender o que esses seres estão tentando dizer, e o mais importante, o que eles querem com os terráqueos.

O diálogo entre os ETs e a doutora é incrível, ela tenta falar como se falasse com alguém de outra língua que não te entende, literalmente, e eles desenham o que querem dizer, sim, eles desenham!!! Não é qualquer desenho, são símbolos circulares (foto abaixo) que para os reles mortais não tem nenhuma diferença de um círculo ao outro, mas a esperta doutora começa a descobrir os pequenos detalhes e a arte por trás desses símbolos.


O filme é emocionante, tanto pela ingenuidade humana tentando entender os visitantes, como a "fofura" e a humanidade desses seres, que acabam sendo mais empáticos e até mais humanos que nós mesmos. Mas vale dizer que a curiosidade em ver os ETs é algo que não te dá muita vontade, afinal eles são mostrados por uma tela opaca, onde eles pintam seus dízeres, que não os mostra em detalhes, mas você acaba imaginando como eles são monstrengos, mesmo se apaixonando por eles durante todo o filme.

Como todo longa que aborda esse tema, os serumaninhos sempre têm que cagar tudo, sempre sendo desconfiados e se achando seres superiores, e nessa trama não é diferente. Sem muitos spoilers, mas já se imagina o que nós tentamos fazer com esses alienígenas né? E mesmo com isso tudo e a estupidez humana, os ETs nos surpreendem imensamente com sua paciência, emoção e perdão, como por exemplo, seu objetivo de ter vindo à Terra: dar um presente para nós.

O final do filme é uma parte que você passa o filme inteiro tentando entender o que está acontecendo. Só posso dizer que é referente a doutora. E mesmo depois que os créditos finais aparecem, você pensa, brisa, tenta entender e dependendo de sua mente e emoção do momento, até chora, porque sim, É LINDO!


E no Oscar...

Concorrendo a 8 indicações este ano, o filme quase lidera a premiação, e não é para menos. É um provável vencedor do maior prêmio, por todo o seu conjunto da obra, que podemos ver também nas categorias que está concorrendo, como de Roteiro Adaptado (o pouco diálogo entre os atores e o maior diálogo com os ETs fazem esse filme possivelmente vencer nessa categoria), Fotografia (o cenário onde a nave está estacionada e os efeitos com as nuvens que acompanham o objeto deixam a fotografia do filme ser a coisa mais linda que você vai ver no cinema esse mês (foto acima)), Mixagem e Edição de Som (sons onomatopaicos que os extraterrestres produzem, entre outros da própria nave, interna e externamente deixam esse filme como um dos favoritos para ambos os prêmios).

Mas uma coisa que me deixou bem decepcionado nessa premiação: Amy Adams não está concorrendo ao prêmio de Melhor Atriz!!! COMO ASSIM ACADEMIA???? Bobearam feio nisso, afinal ela simplesmente representou nesse filme, só digo isso.

Veja o trailer:




[imagens: aqui, aquiaqui e aqui]