terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Uma resenha meio leiga sobre o filme "Manchester à Beira-Mar" #AquecimentoOscar2017


Cuidado que esse post pode conter alguns spoilers!

Quatro filmes concorrendo a Melhor Filme no Oscar 2017 já tiveram suas resenhas divulgadas aqui no blog, "La La Land", "Até o Último Homem", "A Chegada" e "Lion - Uma Jornada para Casa". Faltam 5 filmes antes da maior premiação do cinema no próximo dia 26. E neste post vou falar sobre o filme "Manchester à Beira-Mar":

O filme conta a história de Lee Chandler (Casey Affleck), um zelador infeliz e de mal com a vida que vive em Boston e que de grão em grão vai tentando conquistar seu espaço nesse ramo não-valorizado. De repente seu irmão mais velho faleceu e ele teve que voltar para a cidade de Manchester para o velório e resolver tudo sobre os bens do irmão, que inclui ele ser o tutor de seu filho menor de idade. Lee não gosta de ficar em Manchester, primeiramente devido a um trágico incêndio que ocorreu em sua casa naquela cidade anos antes matando todas suas filhas e deixando sua mulher Randi (Michelle Williams) o culpando eternamente por ele ter saído de casa naquele dia do incêndio, bêbado e deixando a lareira acesa e sem proteção, causando o acidente.


Lee nunca se perdoou pelo ocorrido e quando ele teve que voltar à cidade, que tanto lhe traz más lembranças, ele fica em um dilema sobre ser o tutor de seu querido sobrinho Patrick (Lucas Hedges), ainda mais que o menino não quer se mudar para Boston com o tio. Durante a história entre tio e sobrinho vai acontecendo, flashs mostram como era o amor entre Lee e Randi e como todo acidente acabou com isso tudo, além de mostrar a parceria entre ele e seu irmão recém falecido Joe (Kyle Chandler) e o ótimo convívio com o pequeno sobrinho Patrick.

Não querendo abandonar o sobrinho, Lee tenta deixar o menino com a mãe, ex-alcoólatra, mas que se recusa a ficar muito tempo com o filho, pois se sente mal. Então Lee, que tem um coração machucado, mas enorme, faz de tudo para ser o pai de Patrick e com isso vão levando. Mas já que ele está na cidade que viveu por muitos anos, calhou de se encontrar com a Randi, que pediu desculpas imensamente, e se arrepende de tudo o que culpou o Lee.

Casey Affleck dá um show de atuação mostrando o lado interno sombrio que ronda o personagem Lee, até o lado humano e amoroso que demonstra por fora. Isso inclui o bem-estar entre tio e sobrinho que se veem na situação obrigatória de terem que se dar melhor, mesmo em uma fase muito difícil para ambos, e a amizade e amor familiar de ambos, é que dão a alavancada neste ótimo e muito bem feito filme.



E no Oscar...

Não me surpreenderia se esse filme levasse a estatueta principal da noite, é um dos queridinhos e possíveis vencedores. O diretor Kenneth Lonergan faz um ótimo trabalho no longa, enquadrando perfeitamente as cenas com as expressões de cada personagem, então pode ser um provável vencedor nessa categoria, que inclusive ele também assina o roteiro do filme, concorrendo na categoria de Roteiro Original, que se tudo der certo, pode levar essas duas estatuetas pelo conjunto da obra entre direção de cenas com o roteiro se encaixando perfeitamente na trama. Nos prêmios para os atores, Casey Affleck já virou meu preferido dentre os indicados, porque é sério, ele foi sensacional nesse filme, que também podemos dar um crédito enorme a também concorrente Michelle Williams, que sem palavras, fazem você se emocionar e torcer para que ambos fiquem juntos, rs. O ator Lucas Hedges está concorrendo a Ator Coadjuvante, mesmo sendo um ótimo ator e mostrando veemente a empatia do personagem Patrick para com a morte do pai e até depois de brigas com o tio, ele está com uma concorrência fortíssima, então acho que não vai rolar para ele.

Veja o trailer:




[imagens: aqui, aqui e aqui]